Mesopotâmia (3500 A.C - 500 A.C)

No oriente médio já havia prosperado e desaparecido uma série de grandes civilizações entre os rios Tigre e Eufrates em 3.500 e 500 a.C. O vale da mesopotâmia abrigou as civilizações da Suméria, Babilônia e Assíria, em termos de mobiliário ocorre um período contínuo de produção nessas civilizações com exceção de um período de 500 anos no início da era Assíria (cerca de 1350-850 a.C.), onde não se encontraram registros ou representações de peças de mobiliário.

Quase todo mobiliário da mesopotâmia foi destruído pela humanidade e pelo tempo com exceção de alguns fragmentos, as informações obtidas desses mobiliários provem de relevos de murais, em decorações de marfim e bronze e em selos cilíndricos. Indicações sugerem que existiam, desde tempos muito antigos, caixas, bancos e mesas com armação; bancos de pernas cruzadas e ripado no período acádico antigo ou anterior (cerca de 2370-2230 a.C.). O mobiliário que conhecemos dos tempos dos assírios e no novo império babilônico é exclusivamente mobiliário do palácio.

Até então o mobiliário se resumia a bancos de juncos e tronos decorados com leões esculpidos dos dois lados, cadeiras com espaldar curvo e almofadas e bancos de junco entrelaçado. A partir do século IX a VII a.C. evidências mostram que surgem um mobiliário de pernas curvadas e pés de animais, tronos de costas altos e com travessas, banco para os pés e o divã alem de figuras humanas sendo utilizadas como adorno de sustentação de braços das cadeiras cerimoniais.

O torneado aparece sendo utilizado na Assíria, na babilônia e no Egito no século VII a.C. e também pode ter sido divulgado na Grécia no mesmo período. As mesas de refeição eram pequenas e podiam ser guardadas por debaixo da cama.

Havia comumente muitos tipos de bancos e cadeiras, porém o Thronos era uma cadeira cerimonial com ou sem braços, que possuía pernas retangulares decoradas como as de um leito. As cadeiras e os braços vulgares tinham geralmente pernas torneadas ou zoomórficas sendo as patas de touro e leão as formas mais vulgares. Ao contrário do que acontece em relação ao mobiliário egípcio a representação das pernas traseiras apresentam representação de patas de animais.

Estas peças de mobiliário continuaram a ser usadas nos períodos clássico e helenístico (depois de 475 a.C.). A única peça de mobiliário grego em madeira que chegou até nós intactos é uma mesa helenística de três pés, encontrada em Tebas, Egito. Tem um tampo redondo e as pernas são em forma de colo de cisne, assentes em cascos de cabra.

A variação do mobiliário grego que chegou aos estilos Regência Inglesa e Diretório Francês deriva da peça mais elegante produzida a cadeira Clismos que consistia numa peça de pernas invertidas e continuadas pelo espaldar composto de uma única travessa de madeira curva e horizontal situada a altura das omoplatas, possuía formas de pernas de sabre dianteiras e traseiras.